Galerinha, hoje coloquei em 2 posts um e mail explicando sobre a doação de medula. Sempre tive curiosidade e vontade de ajudar, mas desconhecia os detalhes, divido aqui com vocês o que recebi e espero que se animem com a ideia de ajudar a vida. Agradeço o carinho e a atenção que recebi de um Anjo, Lisa dona do blog Paradigmas! Cada dia mais tenho certeza que se trata de um anjo mesmo! Prestem atenção ao comentário dela no final do e mail. (Lisa perdoe-me por postar isso também, mas achei um sentimento muito bonito de sua parte)


A medula óssea é um tecido líquido que ocupa o interior dos ossos, sendo conhecida popularmente por "tutano". Na medula óssea são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. Pelas hemácias, o oxigênio é transportado dos pulmões para as células de todo o nosso organismo e o gás carbônico é levado destas para os pulmões, a fim de ser expirado. Os leucócitos são os agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo, inclusive nos defende das infecções. As plaquetas compõem o sistema de coagulação do sangue.

A diferença entre medula óssea e medula espinhal é: A medula óssea, é um tecido líquido que ocupa a cavidade dos ossos, a medula espinhal é formada de tecido nervoso que ocupa o espaço dentro da coluna vertebral e tem como função transmitir os impulsos nervosos, a partir do cérebro, para todo o corpo.

O transplante de medula óssea é um tipo de tratamento proposto para algumas doenças malignas que afetam as células do sangue. Ele consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula. O transplante pode ser autogênico, quando a medula ou as células precursoras de medula óssea provêm do próprio indivíduo transplantado (receptor). Ele é dito alogênico, quando a medula ou as células provêm de um outro indivíduo (doador). O transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical.

O transplante é necessário em doenças do sangue como a Anemia Aplástica Grave e em alguns tipos de leucemias, como a Leucemia Mielóide Aguda, Leucemia Mielóide Crônica, Leucemia Linfóide Aguda. No Mieloma Múltiplo e Linfomas, o transplante também pode estar indicado.

A Anemia Aplástica é uma doença que se caracteriza pela falta de produção de células do sangue na medula óssea. Apesar de não ser uma doença maligna, o transplante surge como uma saída para "substituir" a medula improdutiva por uma sadia.

A Leucemia é um tipo de câncer que compromete os glóbulos brancos (leucócitos), afetando sua função e velocidade de crescimento. O transplante surge como uma forma de tratamento complementar aos tratamentos convencionais.

O transplante para o doador é tranquilo. Antes da doação, o doador faz um exame clínico para confirmar o seu bom estado de saúde. Não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação.

Existem duas formas de doar medula: uma por punção direta da medula óssea e outra por filtração de células-mãe que passam pelas veias (aferese). A punção direta da medula é realizada com agulha, na região da bacia e retira-se uma quantidade de "tutano"(medula) equivalente à uma bolsa de sangue. Para que o doador não sinta dor, é realizada anestesia e o procedimento dura em média 40 minutos. O doador fica em observação por um dia e pode retornar suas atividades no dia seguinte. A sensação do doador é de que recebeu uma injeção oleosa, não fica cicatriz, apenas a marca de 3 a 5 furos de agulhas. O único risco do doador é o de se submeter à uma anestesia. A coleta pela veia é realizada pela máquina de aferese. O doador recebe um medicamento por 5 dias que estimula a proliferação das células mãe. As células mãe, migram da medula para as veias e são filtradas. O processo de filtração dura em média 4 horas, até que se obtenha o número adequado de células. O único efeito colateral do medicamento é que ele pode dar uma dor no corpo, como uma gripe. O médico vai informar sobre qual a melhor forma de coleta de células para aquele paciente. Dependendo da doença e da fase em que se encontra, o paciente pode se beneficiar mais com uma forma de doação. Retira-se um volume de medula do doador de, no máximo, 10% do seu peso. Esta retirada não causa qualquer comprometimento à saúde. 

 


O transplante para o paciente é um pouco mais complexo, mas, pode salvar sua vida. 
Depois de se submeter a um tratamento que destrói a própria medula, o paciente recebe a medula sadia como se fosse uma transfusão de sangue. Essa nova medula é rica em células chamadas progenitoras, que, uma vez na corrente sangüínea, circulam e vão se alojar na medula óssea, onde se desenvolvem. Durante o período em que estas células ainda não são capazes de produzir glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas em quantidade suficiente para manter as taxas dentro da normalidade, o paciente fica mais exposto a episódios infecciosos e hemorragias. Por isso, deve ser mantido internado no hospital, em regime de isolamento. Cuidados com a dieta, limpeza e esforços físicos são necessários. Por um período de 2 a 3 semanas, necessitará ser mantido internado e, apesar de todos os cuidados, os episódios de febre são quase uma regra no paciente transplantado. Após a recuperação da medula, o paciente continua a receber tratamento, só que em regime ambulatorial, sendo necessário, por vezes, o comparecimento diário ao hospital.

A boa evolução durante o transplante depende de vários fatores: o estágio da doença (diagnóstico precoce), o estado geral do paciente, boas condições nutricionais e clínicas, além, é claro, do doador ideal. Os principais riscos se relacionam às infecções e às drogas quimioterápicas utilizadas durante o tratamento. Com a recuperação da medula, as novas células crescem com uma nova "memória" e, por serem células da defesa do organismo, podem reconhecer alguns órgãos do indivíduo como estranhos. Esta complicação, chamada de doença enxerto contra hospedeiro, é relativamente comum, de intensidade variável e pode ser controlada com medicamentos adequados. No transplante de medula, a rejeição é rara. 

Os riscos para o doador são praticamente inexistentes, sendo retirada do doador a quantidade de medula óssea necessária (menos de 10%). Dentro de poucas semanas, a medula óssea do doador estará inteiramente recuperada. 

Para que se realize um transplante de medula é necessário que haja uma total compatibilidade tecidual entre doador e receptor. Caso contrário, a medula será rejeitada. Esta compatibilidade tecidual é determinada por um conjunto de genes localizados no cromossoma 6. Por isso, devem ser iguais entre doador e receptor. Esta análise é realizada em testes laboratoriais específicos, a partir de amostras de sangue do doador e receptor, chamados de exames de histocompatibilidade. Com base nas leis de genética, as chances de um indivíduo encontrar um doador ideal entre irmãos (mesmo pai e mesma mãe) é de 25% e de 0,0001% (uma em um milhão) entre doadores não aparentados.

Quando não há um doador aparentado (um irmão ou outro parente próximo, geralmente um dos pais), a solução é procurar um doador compatível entre os grupos étnicos (brancos, negros amarelos....) semelhantes. Embora, no caso do Brasil, a mistura de raças dificulte a localização de doadores, é possível encontrá-los em outros países.

Hoje, já existem mais de 5 milhões de doadores, não custa nada você representar o número que atingirá, quem sabe, os dez milhões de doadores, num breve futuro.
Alguns locais que você pode procurar para proceder com os exames iniciais e posteriormente à doação são:

São Paulo

HEMOSP
Av. Enéas Carvalho Aguiar, 155 - Pinheiros
São Paulo - SP
Tel. (11) 3061-5544
Responsável: Dr. Dalton Chamone

HEMOREDE-SP
Av. Dr. Arnaldo, 351
Sào Paulo - SP
Tel. (11) 853-2254
Responsável: Dr. Dimas Tade

HEMOCENTRO  DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA - SP
Rua Marquês de Itú, 579 - Vila Buarque (próximo ao Metrô Santa Cecília)
São Paulo - SP
Informações: pelo email:  medulaossea@doadores.org
Responsável: Dra. Carmen Vergueiro
OBS: Horários disponíveis para fazer o exame: de 2ª à 6ª feira das 7h às 18h e aos sábados das 7h às 15h.
Não é necessário agendar com antecedência. (estacionamento gratuito na Rua Dr. Césario Mota Júnior, nº 112)

(11) 3226-7258 ou 3224-0122 ramal 5989

Vale a pena! Quem doa, reconhece o verdadeiro valor de uma vida!

Mês de maio, farei doação na Santa Casa de SP. A emoção é muito grande!

Brincando no orkut, comecei a ler tópicos da comunidade de tímidos existente lá, notei  que há tímidos muuuuito tímidos, outros nem tanto, e até alguns que parecem apenas querer se fazer passar por tímidos. Comecei a pensar na minha timidez, engraçado notar que fugimos, nos escondemos sem notar o fato,  e péssimo o sentimento de culpa por ter fugido depois. A timidez sempre atrapalha a vida de quem é tímido,  sem dúvida, no trabalho, na vida amorosa, até nos passeio e encontros com amigos. Pois bem, lá estou eu no orkut tentando descobrir como melhorar isso junto com tantos outros com o mesmo problema, parece que meu grau não é tão alto assim, pelo menos foto eu tive coragem de colocar lá, mas mesmo assim, ainda vou precisar e muito da Internet (melhor das invenções para todos os tímidos) para me relacionar, seja para fazer amigos e quem sabe eu ache uma doida internauta como eu para morar no meu coração! E viva a Internet!  Mas a timidez...

Caramba! Vou tomar banho de sal grosso com sei lá mais o que. Já notaram que tem épocas na vida da gente que tudo parece dar errado? Devo estar numa dessas e nem é inferno astral. Praia e chuva, carro quebrado, gente mal educada, mau humor, e agora... sol. Eu quero frioooooooooo... Ah para completar o limite micro de caracteres do UOL para blogs. Pior... O texto engraçado que ia estar no sugar deste chato de desabafo não pude postar graças ao UOL, Acho que vou ligar perguntando se o valor da mensalidade também vai ter um preço micro como a quantidade de caracteres! Enfim, beijo aos amigos que por aqui passam, e deixa eu ir antes que tenha caracteres demais aqui!

Estou de volta, tirando meu blog do CTI. É hora de sacudir a poeira e voltar a ser como antes. Nesta volta, fica a mensagem que minha amiga Pat me enviou, dizendo justamente isso ao me mandar a gif: " Sacode a poeira, enterra os mortos e viva a vida feliz e com quem te ama." Tô indo procurar essa pessoa, e tentando voltar a ser quem eu era. Valeu pela paciência pessoal!

      

 

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